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A sua empresa já paga a crise da habitação. Agora pode ser parte da solução

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21.08.2026

Aconteceu-lhe este ano, ou vai acontecer na próxima contratação. O candidato certo aceita a proposta, soma três semanas de recusas de senhorios e rendas impossíveis, e acaba a ligar, constrangido, a pedir desculpa: não consegue viver a menos de uma hora do escritório. Ou o mais brilhante da equipa emigra, não por falta de ambição, mas por falta de casa. Substituir um profissional qualificado custa meses de salário, entre recrutamento, integração e produtividade perdida: uma rubrica invisível na demonstração de resultados, paga todos os anos por quem compete por talento nas áreas metropolitanas.

O diagnóstico deixou de ser uma sensação do terreno. O Economic Survey dedicado a Portugal, publicado pela OCDE em janeiro de 2026, é taxativo: a subida rápida de preços e rendas trava a mobilidade residencial e o acesso à habitação, num país onde a escassez de mão de obra qualificada já limita o crescimento das empresas. Numa década, os preços da habitação subiram perto de 150% e os rendimentos cerca de 20%; arrendar um T1 em Lisboa consome mais do que um salário médio completo; e Portugal tem uma das mais altas percentagens da União Europeia de adultos entre os 29 e os 35 anos a viver com os pais. É exatamente a classe média profissional que as empresas dizem não........

© Sapo