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Vacina da Raiva

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15.04.2026

A covid foi apresentada como um momento de clareza absoluta: havia uma linha certa, uma posição correta, uma única forma legítima de pensar/agir. Quem divergisse era rapidamente catalogado — não como alguém com uma perspetiva diferente, mas como alguém moralmente defeituoso. Um “chalupa”. Um “negacionista”. Uma ameaça.

Era tudo muito eficaz. E profundamente redutor. Aconteceu-me. Até ao nível da ameaça.

Passados estes anos, começam a surgir fissuras nessa narrativa imaculada. Não por teorias, não por opiniões — mas por factos.

Esta semana, ficámos a saber que a atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins, discordou da vacinação universal de crianças saudáveis. Opunha-se, e bem, a tratar todos por igual num contexto de risco desigual.

Também há uns dias, soube-se que o presidente da Associação da Indústria Farmacêutica, rosto público da defesa da vacinação, não terá tomado a inoculação covid. Em........

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