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Portugal não é tendência, é ligação: a arte de fidelizar destinos

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26.03.2026

O processo de fidelização dos destinos turísticos alterou o paradigma e deixou de ser apenas uma estratégia complementar para ser um dos pilares estruturais da competitividade do setor. No nosso posicionamento à beira-mar plantado Portugal, ganha mais relevância no contexto em que "estamos na moda", sendo reconhecido internacionalmente pela autenticidade, gastronomia, hospitalidade e diversidade territorial num país relativamente pequeno. Mas muito embora possamos estar a navegar a crista da onda da notoriedade, por si só ela não garante a sustentabilidade do destino num setor altamente sensível a questões de segurança.

A verdadeira questão é, como transformar os turistas ocasionais em embaixadores do destino Portugal? Isto porque necessitamos de mais e melhor turismo, mas também a montante e a jusante é preciso melhorar diversas dimensões para aumentar a despesa média diária.

A fidelização implica uma relação contínua e emocional com o turista. Não se trata apenas de satisfazer expectativas, mas de superá-las de forma consistente e personalizada. Portugal tem conseguido, em muitos casos, oferecer experiências memoráveis desde o turismo urbano em Lisboa e Porto até ao turismo de natureza no interior ou ao sol e mar do Algarve, como a beleza natural da Madeira e Açores. Porém, esta diversidade exige uma abordagem segmentada. O mesmo destino não comunica da mesma forma com um nómada digital, um turista sénior ou o turismo de luxo. A ausência de articulação entre segmentos e estratégias de fidelização pode diluir o impacto do marketing e comprometer o valor gerado.

Neste foguetão de experiências memoráveis, precisamos de articular o marketing contemporâneo. Hoje, fidelizar não passa........

© Sapo