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Trump power

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monday

Nos Estados Unidos (e também pelo mundo fora) há quem esteja de cabeça perdida com a instabilidade mental de Donald Trump.

Há mesmo quem pretenda abrir um processo de impeachment ao abrigo da 25.ª emenda.

Não sei se Trump preenche as condições necessárias para um impeachment. Duvido que haja força política para o fazer. E ignoro se o sucessor nessas circunstâncias, J D Vance, daria um melhor Presidente.

Sei, porém, que o Presidente Donald Trump parece cada vez mais instável nos comentários, imprevisível nas ameaças, errático nas entrevistas, bipolar nas reações.

É um problema para o mundo e também para os americanos. Elegeram-no, é certo, mas não se pode cometer a injustiça de reduzir os americanos a Donald Trump.

Em muito poucos dias, vimos as promessas de Trump de arrasar a civilização persa numa única noite, avançando depois para negociações com o Irão, das quais excluiu o seu ministro dos negócios estrangeiros, Marco Rubio. Parece ser uma regra de ouro da era Trump: responsáveis diplomáticos não se devem envolver em assuntos diplomáticos.

Falhada a primeira ronda de conversações, Donald quer bloquear Ormuz. Voltou a encher o peito contra o Irão e regressou à ameaça de que em 24 horas trataria do assunto.

Entretanto, avisa a China para não se meter em sarilhos e pelo meio tenta calar o Papa, depois de Leão XIV ter desautorizado a tentativa de sustentação religiosa das opções militares do Presidente americano.

Trump acusa o Papa de ser terrível em questões internacionais, uma área em que o Presidente americano tem demonstrado refinada diplomacia e a insustentável leveza de um elefante em loja de porcelana.

O mundo gira à volta de Trump. Ao ponto de Leão XIV lhe dever a eleição. Os participantes no Conclave decidiram o sucessor de Pedro a pensar em Trump e só por isso, diz o Presidente, escolheram o Cardeal Prevost.

Recentemente, numa reunião no Pentágono, o Núncio Apostólico em Washington teria mesmo sofrido pressões que visavam condicionar o magistério do Papa Leão.

Nada disto é novidade. Ao longo da História os Papas foram frequentemente ameaçados e confrontados, até militarmente.

O que é novo é tais procedimentos estarem de volta. Um retrocesso protagonizado por Trump que só respeita quem o adula e pensa, alegadamente, como ele.

A atual agenda mediática é regularmente marcada pelos soundbytes do Presidente Trump. Na maioria dos quais ele desanca tudo e todos. Porque quase tudo e quase todos são uma desgraça.

As exceções são raras e gravitam, claro, à volta do seus interesses, amigos, família e, acima de tudo e de todos, referem-se a si próprio: à sua obra, desígnio, visão, capacidade, inteligência e competência.

O mundo nas palavras de Trump nunca viu nada assim. E é capaz de ter razão.

A condução da questão ucraniana mostra, porém, como Trump tem, ao menos, tentado conservar um amigo - Vladimir Putin.

Não espanta, por isso, que Donald Trump não goste do Papa.

josé luís ramos pinheiro

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