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Ainda não Chega de hipocrisia?

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12.04.2026

“Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mt 6,6):

“Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei!” (Jo 15,12; cf. Jo 13,34);

“Ao que te ferir numa face, oferece-lhe, também, a outra; e, ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses;” (Lc 6,29).

1 À luz destes ensinamentos de Jesus Cristo que podemos dizer de qualquer político que faça questão de estar sempre a evidenciar publicamente a sua fé e da sua postura face aos outros?

Para responder a esta questão é necessário equacionar vários vectores que vão da teologia moral à ciência política. Porém, antes de responder, volto a reafirmar o que já expressei inúmeras vezes ao longo de quatro décadas, inclusive em artigos aqui publicados: as opções individuais, independentemente do âmbito, devem ser respeitadas e defendidas. E os direitos individuais, desde que respeitem as leis e não se transformem em imposições sobre terceiros, também.

Não ponho em causa as escolhas de André Ventura, Pedro Frazão e Rui Paulo Sousa. Mas, como sempre fiz, não me abstenho de criticar a incoerência e a inconsistência da prática de cada político.

Quando um político, seja de direita, de esquerda ou de qualquer quadrante, exibe publicamente práticas religiosas para obter capital político, isso costuma ser descrito como instrumentalização política da fé, performance religiosa e, em certos casos, até como hipocrisia no sentido bíblico de hypokrités, i.e., alguém que “representa um........

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