menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Precisamos de falar, Iniciativa Liberal…

30 149
16.02.2026

Há sensivelmente um ano apresentei-me como candidato à liderança da Iniciativa Liberal e disputei as eleições com o na altura líder do partido Rui Rocha. Sob a alçada do movimento Unidos pelo Liberalismo prometíamos uma reconfiguração do partido em várias dimensões, mas com um fito claro: tornar a Iniciativa Liberal num partido relevante na cena política nacional e com ambições governativas. Para isso, tínhamos metas claras e ambiciosas, pessoas competentes fora dos aparelhos partidários, vindos maioritariamente de ecossistemas empresariais. Foi um projeto muito enriquecedor, muito time consuming e, acima de tudo, muito reconfortante pelo resultado alcançado mediante toda a conjuntura à volta dessa candidatura.

Rui Rocha ganhou as eleições e legitimou-se enquanto líder do partido, demonstrando a nossa candidatura total abertura para colaborar com a direção do partido e de unir o partido em torno de um objetivo claro: colocar a IL num patamar de representatividade assinalável para o liberalismo em Portugal. Ninguém podia prever naquela Convenção de Fevereiro que passados pouco mais de 3 meses estaríamos a ir novamente às urnas para redefinir posições na Assembleia da República. Mas a política é assim mesmo, de onde menos se espera surgem surpresas e o partido teve rapidamente de se apressar para as eleições de maio. Dessa campanha ficam 2 memórias: a primeira foram os cartazes pouco imaginativos e pessoalizados na imagem de Rui Rocha, normalmente com uma palavra associada, ao arrepio do que eram os cartazes disruptivos da Iniciativa Liberal de divulgação das suas ideias, e a segunda memória foi a excessiva colagem à AD sob a liderança de Montenegro, com pessoas a serem posicionadas para futuros ministros, ou seja, oferecemos o partido de bandeja num cenário pós-eleitoral para........

© Observador