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Segurança ou Aventura? 

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24.01.2026

No quadro dos candidatos à segunda volta das presidenciais, a metáfora que dá mote a este texto não se esgota num trocadilho entre nomes, nem numa simples caraterização de estilos políticos. Embora ambas as associações sejam inevitáveis, ela serve-nos aqui sobretudo para compreender os riscos institucionais que emergem quando a presidência da República deixa de ser pensada como instância de contenção do poder e passa a ser encarada como instrumento para a sua conquista indireta. Dito de outro modo, o que está em causa com estas eleições não é só quem ocupa o cargo, mas a forma como esse cargo pode ser usado para reconfigurar, por pressão e desgaste, o funcionamento do regime democrático.

Esses riscos tornam-se claros quando se observa um dado central da atual conjuntura política portuguesa. O governo da AD é, ele próprio, um governo minoritário, mas governa porque permanece integrado no campo da legitimidade institucional, existindo no parlamento uma maioria negativa que prefere a continuidade imperfeita à crise permanente. Essa viabilidade não decorre da força numérica, mas da possibilidade de entendimentos........

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