Quando a economia espera
Há momentos na história económica que não se anunciam com estrondo, nem se deixam capturar de imediato pelos indicadores. São tempos mais subtis, onde o movimento não cessa, mas abranda. Onde a economia não recua, mas hesita.
É esse o tempo que vivemos.
Num contexto internacional marcado por tensões geopolíticas persistentes, volatilidade nos mercados energéticos e sinais contraditórios nas principais economias europeias, instalou-se uma nova normalidade: a incerteza deixou de ser episódica e passou a estrutural.
Quando a incerteza se instala como regra, altera profundamente o comportamento económico. As decisões deixam de ser apenas racionais. Tornam-se mais cautelosas, mais ponderadas e, muitas vezes, adiadas. E é nesse adiamento que o crescimento começa a perder ritmo.
Mas há uma leitura adicional, e........
