A instrumentalização de um conflito familiar
O espaço público português volta a ser ocupado por um caso em que a fronteira entre o pessoal e o político é apagada não por necessidade, mas por conveniência.
Miguel acusou a sua mãe, Maria Helena Costa, de rejeição, violência e de alegadas “terapias de reconversão” após assumir a sua homossexualidade aos 16 anos. As acusações são graves. Muito graves. E, por isso mesmo, exigem mais do que emoção: exigem rigor.
Esse rigor está a faltar.
Ao longo dos anos em que os factos terão ocorrido, não são conhecidas queixas formais contra a mãe ou contra quaisquer profissionais de saúde alegadamente envolvidos. Miguel permaneceu no agregado familiar até aos 21 anos, concluiu o ensino superior com apoio dos pais e só saiu de........
