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Cortar o mal pela raiz

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saturday

O caso da turista sueca baleada na Baixa de Lisboa, atingida inadvertidamente numa rixa entre vendedores de “louro prensado”, devolveu ao debate público um problema antigo: o da insegurança associada ao tráfico de droga (verdadeira ou “falsa”). A resposta que a própria Iniciativa Liberal (IL) apresentou dias depois foi um projeto de lei para criminalizar a venda das tais falsas drogas. Podemos, com alguma boa vontade, considerar uma medida meritória, mas remendar a lei sempre que um incidente choca a opinião pública é gestão imediatista e superficial. Criminalizar quem vende louro fazendo-o passar por haxixe não ataca a raiz do problema: o verdadeiro tráfico continua a operar, sem resposta eficaz, mesmo ao lado. E a Iniciativa Liberal pode – e deve – voltar a ser o adulto na sala e fazer a diferença nesta situação.

A raiz, essa, tem um culpado óbvio: o mercado negro. Enquanto a canábis for ilegal, vai continuar a existir quem venda produtos falsos, porque não há regras, garantias, nem forma........

© Observador