Atolados nisto desde 1995
Andam quase todos com os olhos postos no futuro. É normal. É para lá que vamos apesar do presente nunca nos largar a perna. Mas um olhar para o passado também ajuda. De modo que, e ao mesmo tempo que se acalentam esperanças com o novo programa de recuperação nacional que estará concluído em 2034 (antes do novo aeroporto de Lisboa), não deixa de ser premente recordar que, em 2001, António Guterres se demitiu do cargo de primeiro-ministro para evitar um pântano político. Pântano em que, por sinal, já vivíamos. Na verdade, Guterres não anteviu o futuro; tinha era consciência do presente. E falhou num pormenor: o pântano não foi evitado. Instalado durante o guterrismo por aqui ficou até agora.
Há duas maneiras de não se fazer nada de forma justificada. Uma é viver num assomo de nostalgia a suspirar por tempos passados. Outra é viver num assomo de esperança a suspirar por tempos futuros. O governo de Luís Montenegro escolheu a segunda opção. É a única que lhe permite dialogar ora com o Chega ora com o PS num jogo de laranjas continuamente lançadas ao ar na expectativa que nenhuma caia no chão. As negociações com PS e/ou Chega serão difíceis, não por delas resultarem mudanças mas porque nenhum dos dois partidos da oposição quer passar por aliado do governo com receio de........
