A nova economia da longevidade
A longevidade deixou de ser um tema demográfico para se tornar uma das maiores forças de transformação dos mercados mundiais. Até 2030, estima-se que cerca de metade da despesa privada na Europa seja controlada por consumidores com mais de 50 anos. Para uma economia habituada a falar sobretudo para millennials e Gen Z, é uma mudança de paradigma e, em especial, uma oportunidade que poucas empresas estão verdadeiramente a preparar.
Recentemente chegou às livrarias americanas Longevity Nation, o novo livro de Michael Clinton, antigo presidente da Hearst Magazines, que será apresentado em Portugal pelo próprio autor, na Católica-Lisbon, a 22 de junho. A tese de Clinton é simples e poderosa: viver mais não é um problema a gerir, é um mercado a desenhar. A “segunda metade da vida”, argumenta, está a ser reinventada por uma geração de consumidores ativos, financeiramente sólidos, digitalmente fluentes e com expectativas que pouco têm a ver com o estereótipo de “reformado”.
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