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Presidente da AMM e prefeito de Iguatama Lucas Vieira convida para Congresso Mineiro de Municípios

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O episódio especial de hoje Municípios Unidos no Minas S/A, disponível em todas as plataformas de O TEMPO, traz uma entrevista com Lucas Vieira Lopes, presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), a maior entidade de prefeitos da América Latina.

Lucas é prefeito de Iguatama.

No comando da entidade, o gestor detalha os desafios das pequenas cidades frente à queda de repasses e à nova realidade da Inteligência Artificial, da privatização do saneamento e a urgência de um novo pacto federativo.

O presidente da AMM também convida para o 41° Congresso Mineiro de Municípios da AMM que, neste ano, tem o tema “Minas Gerais no Centro das Decisões: Municípios Unidos por um Brasil Forte” e que acontece a partir de amanhã até o dia 6 de maio no Expominas, em Belo Horizonte.

“Nosso congresso é o maior da América Latina. No ano passado, reunimos 11 mil pessoas e neste ano devemos superar esse número”, diz. 

A seguir, a entrevista com Lucas Vieira e na íntegra no vídeo:

Você vem de uma trajetória política já no segundo mandato como prefeito de uma cidade com menos de 10 mil habitantes. Agora à frente da AMM, como fazer para que os municípios pequenos tenham tanto destaque e força quanto os grandes?

Os municípios com menos de 10 mil habitantes em Minas Gerais são a maioria; são mais de 470 cidades. Quero focar nesses municípios que possuem mais dificuldades. As cidades pequenas vivem de repasses governamentais, como ICMS e FPM, e, a cada dia, esses repasses diminuem enquanto as obrigações e despesas aumentam. É óbvio que trabalharemos para todos, mas precisamos de atenção especial aos menores, que são os que mais sofrem com a criação de despesas e a queda de receitas.

Qual é o desafio em Iguatama?

A situação de Iguatama é delicada. Além de ser uma cidade pequena que depende de repasses, temos uma dívida de cidade grande. Já paguei mais de R$ 40 milhões em precatórios de gestões passadas e ainda restam R$ 60 milhões com o TRT, que estamos negociando para pagar sem afetar o dia a dia da cidade. 

Os municípios mineiros, de forma geral, estão muito endividados?

Os municípios passaram por um período tenebroso na gestão do governo Pimentel, que deixou de fazer os repasses. Muitas prefeituras ficaram sem saber o que fazer, pois dependem desse recurso para oferecer saúde e pagar servidores. Graças a Deus, o governador Zema veio e, na época, o presidente Julvan Lacerda se sentou com o governo e os prefeitos para fazer um acordo. Os repasses voltaram, e as prefeituras colocaram a vida em dia. Mas o que nos preocupa agora é a queda de arrecadação. Só no primeiro trimestre de 2026, Iguatama teve uma queda de 20% no ICMS. Trabalhar com 20% a menos é um desafio grande, enquanto o Estado e a União criam cada vez mais despesas para nós. A conta não fecha.

Por que chegamos a essa situação? Tudo acaba ficando na mão do prefeito?

Tudo é no município. O cidadão não mora no Estado ou na União, ele mora na cidade. Não adianta o dinheiro ficar em Brasília ou em Belo Horizonte se onde a vida acontece não há recurso. Precisamos inverter........

© O Tempo