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Grupo Valorgen cresce com Localix, Loc Frotas e Sonhar Construtora

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25.04.2026

Ivanildo Lopes, fundador e presidente do conselho do Grupo Valorgen, é o convidado de hoje da temporada Minas S/A Legados em todas as plataformas de O TEMPO. 

À frente do conglomerado com mais de 20 anos de atuação, o grupo reúne três negócios: a Localix, empresa de limpeza urbana; a Loc Frotas, especializada no aluguel de veículos leves e pesados; e a Sonhar Construtora, que atua na construção de empreendimentos residenciais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).  

Em entrevista, Ivanildo discute a importância da governança e do histórico de crédito para acessar o mercado de capitais, além de revelar como a gestão baseada na excelência permitiu ao grupo atravessar ciclos econômicos complexos.

O empresário compartilha ainda os planos para um futuro IPO na Bolsa de Valores, a sucessão familiar e o compromisso social por meio do Instituto Dignum, projeto que busca devolver a dignidade a moradores de rua.

A seguir, a entrevista de Ivanildo Lopes e a íntegra em vídeo:

Gostaria de começar falando sobre a sua trajetória. Você começou como vendedor de picolés e hoje lidera um grupo sólido. Como foi esse início?

No grupo Valorgen, seguimos firmes nos nossos projetos. Começamos com a Localix em 2001 e, em 2020, fundamos a Loc Frotas e a Sonhar Construtora. A Loc Frotas é uma plataforma de locação de veículos, desde carros 1.0 até caminhões pesados. Já a Sonhar Construtora está focada no programa Minha Casa, Minha Vida, na faixa 4.

Você hoje está com 54 anos e começou a trabalhar aos 10, certo?

Sim, eu sempre gostei de ganhar uns trocadinhos. Quando tinha 10 anos, como sempre gostei de carro, lavava os veículos dos vizinhos, dos meus irmãos e de pessoas próximas. Aos 11 anos, quando saía da escola, pegava uma caixinha de picolé, passava em casa para almoçar e saía para vender nas ruas.

Você comprava o picolé de outras empresas ou fabricava em casa aqueles "chup-chups"?

Na verdade, havia uma sorveteria onde pegávamos o picolé em consignação. Saíamos com a caixa e, no dia seguinte, acertávamos o que foi vendido e devolvíamos o que restou. Já vinha pronto, era só pegar e vender.

Você era um bom vendedor?

Eu tinha que me virar. Se não vendesse, o picolé derretia no sol quente. Quem não anda, não vende, então eu andava bastante, sob sol ou chuva, e sempre vendia. É interessante porque esse simples picolé acabou me moldando para a parte comercial. Um negócio tem o financeiro e o operacional, mas o lado comercial é fundamental. Essa experiência de degrau em degrau nos traz a prática. Eu não tive muito tempo para estudar; tive que escolher entre trabalhar ou estudar, mas tive uma faculdade na prática muito boa. Tudo serve para ficarmos mais atentos aos negócios.

Essa experiência ajuda a avaliar o risco de um cliente hoje?

Com certeza. Uma venda que não tenha foco na qualidade do pagador ou no cadastro dará muita dor de cabeça. Por isso, sempre me preocupei, tanto na Localix quanto na Loc Frotas, em acompanhar de perto os cadastros de grandes clientes. Na Sonhar Construtora também acompanhamos bem para quem estamos vendendo. Uma venda tem que ser muito bem-feita, senão ela não vira sucesso, vira um problema. Você gasta mais dinheiro para receber de volta do que gastaria vendendo corretamente.

Você tem um "sexto sentido" para identificar problemas, mesmo que o balanço do cliente pareça em dia? Já chegou a cancelar negócios por intuição?

É difícil avaliar apenas dessa forma porque hoje recebemos muitos dados. Quando o negócio era pequeno, você conseguia ter esse olhar "olho no olho". Hoje, trabalhamos com dados, mas ainda buscamos a história. Recentemente, tivemos um caso de alguém que entrou com mandado de segurança para excluir o nome do Serasa e locou veículos conosco; o nome não aparecia como negativado. Depois disso, contratamos uma empresa chamada VADU, que tem um olhar mais profundo na história da empresa. Há pouco tempo, íamos fazer uma grande locação com dados perfeitos no balanço, mas eu pedi para saberem a história da empresa. Descobrimos que a empresa estava no nome da mãe, mas era o filho quem operava o negócio de forma irregular. Paramos o cadastro na hora.........

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