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A Estalagem do Assombro (para onde ir?)

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27.07.2026

O mundo é redondo, no entanto, os cientistas preferem o termo, geoide, uma superfície física e irregular onde a gravidade varia de um ponto para outro. O planeta Terra é único e a vida humana, animal e vegetal não sobreviveria fora dele, mas, assim mesmo, a nossa espécie continua sem medir as consequências da sua interferência tóxica no planeta. Viajando junto com todo o Sistema Solar, a cerca de um milhão de quilômetros por hora em relação ao centro da galáxia, o nosso planeta é a nossa nave, sem a qual seríamos consumidos. Caetano Veloso criou estes versos pensando nessa relação absurda de um ser insignificante, porém pensante, com o Universo insondável e infinito; “Eu sou um leão de fogo/Sem ti me consumiria/A mim mesmo eternamente/E de nada valeria/Acontecer de eu ser gente/E gente é outra alegria/Diferente das estrelas”. Na Estalagem do Assombro, a pergunta -para onde ir?- criou um lugar absolutamente silencioso, onde a repetição incessante da insanidade megalomaníaca dos homens não pode turvar a entropia cósmica. A incompreensão é a única palavra à altura da nossa ignorância e solidão.

A humanidade nunca estará completamente livre de tiranos, de sociopatas genocidas, nunca haverá paz se depender disso. A sociopatia é uma condição não é uma doença, o sujeito traz........

© O Mirante