Rafael Baptista de Melo: Quando a criança é capturada pela tela do celular
Sabe aquela cena clássica? Você entrega o celular para o seu filho e pensa: “vai ser só por alguns minutos”. Às vezes, você até coloca uma regra, tipo uma hora de tela por dia. Só que a criança pega o aparelho e, em um piscar de olhos, dezenas de vídeos já passaram. Um desenho curtinho vira uma dancinha, que vira um desafio, um vídeo barulhento, um corte acelerado. Aí, na hora de desligar, a sala de casa vira campo de batalha.
A primeira reação é pensar em birra ou falta de limites. Mas, no meu dia a dia no consultório, olho por outro ângulo. O que mais preocupa é o que esse formato de entretenimento está ensinando. Afinal, o comportamento é moldado pelo ambiente.
Esses vídeos rápidos e cheios de cortes frenéticos funcionam como........
