menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Portugal, China e Estados Unidos

12 0
03.06.2026

À boleia da Cimeira Xi-Trump

Falou-se muito da Cimeira China-Estados Unidos, de Xi e de Trump. Das dicas desmedidas de Trump, “a marca usual da casa”.  E, de um Xi Jinping comedido, acrescentando alguns medias, comedido, mas “pragmático”, civilizado e afirmativo. Taiwan ponto-chave, logo, de entrada e o vincar de uma marca de estratégia de relacionamento e competição, entre os países, a norma da cooperação/negociação sobre o antagonismo e o conflito bélico.

Xi assumiu uma situação de paridade entre os dois países, mas a pedalar, calmamente, e, de forma convincente, na linha da frente.

Das relações de Portugal com estas duas superpotências, a comunicação social portuguesa nada disse, mas não teria sido descabido, até porque há muito a dizer, a analisar, a questionar, a esclarecer, onde até a União Europeia deve ser chamada a explicar-se.

Focar-nos-emos, assim, sobre alguns parâmetros que caracterizam os investimentos destes países em Portugal e das restrições grosseiras, impostas ao investimento da China, por exigências da União Europeia.

O stock de investimento em 2025

Em 2025, o stock de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) dos EUA, em Portugal, somava 16,8 mil milhões de euros, correspondendo ao 3º maior investidor estrangeiro no País (atrás de Espanha e França). O stock de IDE da China, na mesma data, era de 14,7 mil milhões, 4º maior investidor.

Atendendo a que a tradição do investimento chinês em Portugal é bem recente e as relações políticas e económicas nada têm de comparativo ou até se nos detivermos nas  razões do começo do grande salto do investimento chinês (privatização da EDP, por falta de comparência, ou melhor dito, de solidariedade dos países da União Europeia e dos EUA), interessante será reflectir nesta aproximação de posições, nas diferenças........

© Jornal Económico