Profissionalismo e regras
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, está metido num enredo complexo. Observando os seus contornos e as explicações do próprio, parece poder concluir-se que ele: i) não foi agente ativo ou passivo de corrupção; ii) terá adotado e dado aval a procedimentos facilitistas que podiam induzir práticas de compadrio ou corrupção; iii) substituiu procedimentos legais por desenrascanços e não devia fazê-lo, mesmo que o tenha feito por razões de operacionalidade; iv) sobrevalorizou o agir de boa-fé, opção necessária, mas insuficiente em democracia.
É neste quadro que deve analisar-se o papel do Chega no atual momento político. Esta força política tem como um dos seus objetivos centrais atacar a democracia. Quando reclama........
