Chamemos-lhes "traidores"!
Numa campanha para as presidenciais em que a distância entre os principais candidatos nas sondagens é menor do que as margens de erro e em que a escolha (entre os que têm hipótese de passar à segunda volta) é entre o não-aquece-nem-arrefece, o mau e o péssimo, conheço pouca gente que votará por convicção. Ainda assim, sabemos que há uma franja considerável de eleitores convictos, que, achando-se muito patrióticos, votarão num traidor.
Já era claro, mas desde que a Casa Branca divulgou a sua estratégia para a política externa, em que se aproxima dos desígnios de Putin para dividir o Mundo em zonas de influência, quebra a velha aliança com a Europa e faz da União Europeia um alvo a abater, deixou de ser possível ignorar a........
