Opinião | Afinal, Epstein era mesmo um espião?
Trump, Clinton e Michael Jackson: quem são os citados na lista de Epstein | ESTADÃO EXPLICA
Entenda o caso que expõe uma série de pessoas ligadas ao milionário Jeffrey Epstein, preso por acusações de abuso e tráfico sexual com menores de idade. Crédito: TV Estadão
Rodrigo da Silva analisa a possível ligação de Jeffrey Epstein com a inteligência russa, sugerindo que ele poderia ter atuado como espião para o Kremlin. Documentos recentes indicam que Epstein movimentou dinheiro em bancos russos e possuía conexões com figuras russas, incluindo um possível encontro com Vladimir Putin. A análise destaca o histórico russo de desinformação e espionagem, sugerindo que Epstein, mesmo se não fosse um espião, agia de forma semelhante a um.
Em novembro de 2025, publiquei nessa coluna o artigo “Como os crimes de Epstein podem ser bem piores do que você imagina”, onde analisei como o predador sexual mais conhecido do século 21 não apenas sempre esteve cercado de russos, como movimentou muito dinheiro, durante muito tempo, em bancos russos.
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Desde que novos documentos desse caso foram publicados nos últimos dias, cresceram as suspeitas de que Jeffrey Epstein pudesse ter trabalhado como espião para o Kremlin.
Não é difícil desconfiar dos russos. Moscou tem um longo histórico de campanhas de influência e desinformação contra o Ocidente – onde viviam os principais alvos de Epstein. E desinformar, em matéria de inteligência, não significa necessariamente mentir, mas manipular fatos verídicos e saturar o debate público até que a verdade perca relevância.
Moscou é tão importante para a história da desinformação que a própria origem da palavra – dezinformatsiya em russo – é russa. Foi Joseph Stalin, nos anos 1920, quem cunhou o termo como o nome de um departamento de propaganda negra da inteligência soviética: o Escritório Especial de........
