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A invisibilidade de uma profissão indispensável

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09.07.2026

A invisibilidade de uma profissão indispensável

Há uma imagem que se repete, ano após ano, sempre que se fala da Enfermagem em Portugal: a de profissionais exaustos, mal renumerados, a realizar horas extraordinárias sem fim e, muitas vezes, obrigados a emigrar para verem reconhecido aquilo que aqui lhes é negado.

Sou estudante do 3.º ano de Enfermagem e depois de já ter passado pelos mais variados contextos de Ensino Clínico, cada um confirmou, de forma diferente, o que significa cuidar com pessoas dentro de um sistema que continua a subvalorizar quem cuida.

Uma profissão de decisão, não apenas de execução

Ainda persiste, no imaginário coletivo, a ideia de que o enfermeiro é um simples “ajudante do médico”. Nada podia estar mais longe da realidade. Nada podia ser mais injusto para uma profissão que constitui um dos pilares do nosso Serviço Nacional de Saúde. O enfermeiro avalia, analisa, interpreta, formula, planeia e intervém com base na metodologia do Processo de Enfermagem, sustentado sempre por evidência científica recente e em competências reguladas pela lei.

O Estatuto da Ordem dos Enfermeiros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 104/98, de 21 de abril, e republicado pela Lei n.º 156/2015, de 16 de setembro, juntamente com o Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros (Decreto-Lei n.º 161/96, de 4 de setembro) e o Decreto-Lei n.º 118/2014, que........

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