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Tempos difíceis que vivemos

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06.05.2026

Vivemos tempos difíceis pela sua complexidade e indefinição em termos familiares, sociais e culturais; e tempos estes em que o individualismo, o consumismo, o hedonismo, o egoísmo e o relativismo grassam; e esta realidade não é de modo algum favorável às manifestações de solidariedade, de partilha e de afetividade.

E, se pensarmos nas ideologias políticas que se vão impondo pelo seu populismo, totalitarismo, estalinismo, demagogia e autocracia, a situação piora muito; e deixa mesmo de haver tempo e modo para o exercício da cidadania ativa que imponha e mantenha uma saudável e abrangente coesão social.

Adivinham-se, pois, sociedades onde os cidadãos mais vulneráveis, mais frágeis e incapacitados não vão ter o espaço e o lugar de que precisam no seu exercício ativo da vida democrática; e, assim, acabarão por ser elementos incómodos e obstaculizados nos programas de governação, onde, claramente, a sua quota-parte social será a........

© Diário do Minho