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O cinema é feito de palavras, bronze e mármore

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31.07.2026

Com a estreia do documentário Sophia Setembro de 1963, com chancela da produtora e distribuidora The Stone and the Plot, reencontramos matéria preciosa, sóbria e subtil, capaz de nos levar a repensar essa arte, por vezes tão maltratada, sobretudo desaprendida, que definimos através do verbo “documentar”. Em boa verdade, vivemos enquadrados pelo misto de aceleração e banalização das imagens que tomou o poder em quase todos os territórios do espaço televisivo. Que poder? O de contribuir para reforçar (entenda-se: enfraquecer) uma sociedade em que somos convidados a não olhar, não pensar e, pior um pouco, evitar parar um instante para que algo aconteça na nossa relação com as coisas do mundo.

Não foi isso que Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004) foi fazer à Grécia, em 1963, na companhia de Agustina Bessa-Luís e o marido, Alberto Luís. Talvez que a pergunta inicial formulada pelos realizadores de Sophia Setembro de 1963 –........

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