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Senado e querer bem

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10.07.2026

José Sarney — ex-presidente da República, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras 

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 Eu, ultimamente, tenho sofrido muito quando ouço ou leio notícias sobre a atual situação do Senado, Casa onde passei grande parte da minha vida: 40 anos. Sou o político que mais tempo, durante a República, exerceu mandatos eletivos e, se incluirmos o Senado do Império, que era vitalício, fico empatado, como senador, com o Visconde de Suassuna, Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque, senador no Império por 40 anos, de 1840 a 1880. Muito tempo ali também passou o Marquês de Muritiba, da Bahia, 38 anos.

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Por 61 anos, exerci mandatos eletivos: presidente da República por cinco anos; senador por 40 anos, tendo sido, por oito anos, presidente da Casa; deputado federal, 12 anos, desde 1955; governador do Maranhão, quatro anos e seis meses. O Marquês de Abrantes, no Senado do Império, sabendo que os senadores só perdiam o cargo pela morte, certa vez, numa longa discussão no plenário, disse uma frase que eu gostava de repetir: "Nada de brigas, lembremos que temos que viver juntos a vida inteira".

Mesmo assim, o Duque de Caxias, quando ferido em sua honra por uma ironia de Zacarias de Góis, que o acusava de ter trazido do Paraguai um cavalo e uma égua, desrespeitando o regulamento, que permitia somente uma montaria, desembainhou a sua espada. Esse fato até hoje é........

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