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O custo silencioso da indecisão nuclear

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02.07.2026

Isabel Veloso — professora da FGV Direito Rio e coordenadora do Núcleo de Estudos Avançados em Transição Energética (Neate-FGV Direito Rio); Rosinaldo Lobato Jr. — doutor e mestre em direito da regulação da FGV Direito Rio. Pesquisador sênior do Neate-FGV Direito Rio

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O Brasil convive com a energia nuclear como quem mantém uma promessa antiga na gaveta. Sabe que ela existe, reconhece seu valor, mas nunca a retira de fato do papel para transformá-la em política de Estado consistente.

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A passagem dos 40 anos de Chernobyl, somada à proximidade do mesmo marco para o acidente de Goiânia, recolocou no debate público uma pergunta que o país nunca respondeu em definitivo. Em 1987, um cilindro esquecido em Goiânia espalhou césio-137 e produziu o maior desastre radiológico ocorrido fora de uma usina nuclear no mundo. 

Quase 40 anos depois, o depósito construído em Abadia de Goiás para receber os rejeitos daquele episódio continua sendo o único repositório final de rejeitos radioativos em todo o território nacional. Todo o resto, gerado por duas usinas que operam em Angra dos Reis desde 1985 e 2001, permanece em estruturas provisórias dentro do próprio sítio da central. Os recipientes mais antigos, lacrados desde o início da operação de........

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