No meu voto mando eu
Gláucio Araújo de Oliveira — procurador-geral do Trabalho
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Há quase 100 anos, o Brasil instituiu o voto secreto como forma de evitar pressões indevidas, compra de votos e violência física durante o período eleitoral. O chamado voto de cabresto foi muito comum durante a República Velha e utilizado pelos antigos "coronéis" para obrigar seus empregados a votarem nos candidatos de suas preferências.
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O que parecia superado há quase um século retornou com força desde as eleições de 2022 e ligou um alerta do Ministério Público do Trabalho: o voto de cabresto existe, persiste e precisa ser combatido. Se antes as ameaças eram feitas com uma arma apontada para os eleitores, hoje elas vêm disfarçadas das mais variadas formas e com um novo nome: assédio eleitoral.
Ameaça de demissões, promessas de vantagens, convocação para ato político-partidário, palestras no ambiente de trabalho, obrigação do uso de camisetas políticas, desinformação........
