Brasília completa 66 anos sob o desafio de cuidar do futuro
Maria Fátima Sousa — professora titular do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB)
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Brasília chega aos 66 anos como uma obra consagrada na paisagem e na memória nacional, mas ainda inacabada em seu sentido mais profundo. Não porque lhe falte forma, monumentalidade ou reconhecimento histórico, mas porque toda cidade que se pretende democrática precisa ser permanentemente refeita por seus habitantes, por suas instituições e por sua capacidade de sustentar valores públicos. Brasília não é apenas um feito arquitetônico, mas uma tarefa ética e política.
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Nascida de um projeto de interiorização do país e erguida pelo trabalho de brasileiras e brasileiros de diferentes regiões, a capital traz em sua origem uma marca profundamente coletiva. Nos traços de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, desenhou-se uma utopia moderna; nas mãos dos candangos, essa utopia ganhou corpo, voz e vida. Celebrar Brasília é, portanto, reconhecer aqueles que lhe deram humanidade e densidade social, muito além do concreto, das largas avenidas e dos monumentos que a tornaram singular no mundo.
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Mas nenhuma cidade se sustenta apenas por sua beleza. Monumentos, sozinhos, não garantem justiça,........
