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A barbárie ataca novamente

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08.01.2026

Ainda assim, o neo-Calígula não irá parar – imitando sua boca motorizada. O que Império do Caos, sob a Doutrina Donroe, pretende é domínio estratégico, a qualquer custo, sobre os corredores de energia e comércio.

Não culpe César, culpe o povo de Roma que tão entusiasticamente o aclamou e adorou e se alegrou, com a perda de sua liberdade, que dançou em seu caminho e dedicou a ele procissões triunfais. Culpe o povo que o aplaude quando ele fala no Fórum sobre a nova sociedade, boa e maravilhosa, que Roma agora será interpretada como significando ‘mais dinheiro, mais bem-estar e mais segurança, mais vida fácil às custas dos industriosos’.

Marcus Tullius Cícero

Os Frenéticos Anos Vinte começaram com um assassinato: o do General Soleimani, em Bagdá, em 3 de janeiro de 2020. Ordenado por Trump.

A segunda metade dos Frenéticos Anos Vinte começa com um bombardeio/sequestro. Um mini Choque e Terror sobre Caracas, um ataque da Força Delta. Em 3 de janeiro de 2026. Ordenado por Trump 2.0.

O enfurecido Donald Trump disse que iria comandar a Venezuela.

Esse neo-Calígula mequetrefe, o autoproclamado Imperador da Barbária, no final das contas, talvez não venha a comandar coisa alguma, nem sequer sua própria boca motorizada.

A operação Venezuela foi conduzida com base em uma cartilha imperial clássica. Sanções sanguinárias aplicadas durante anos, bloqueando o comércio e a movimentação de capital, causando hiperinflação e crises humanitárias incontroláveis. O alvo: causar o máximo possível de sofrimento aos venezuelanos para que um golpe militar se tornasse inevitável.

O sequestro de um presidente em seu quarto de dormir, no meio da noite, como ocorreu na Venezuela, obedeceu à clássica cartilha da CIA. Eles conseguiram subornar o chefe da segurança de Maduro, bem como seu círculo mais próximo, mas não (itálicos meus) os militares venezuelanos.

Maduro estava sob a proteção apenas de agentes venezuelanos, e não de russos, como confirmado por fontes independentes de Caracas. Quando um comando russo chegou à residência de Maduro, eles, de início, encontraram resistência por parte de integrantes da segurança corrupta do presidente.

Quando estes foram neutralizados e os russos entraram na residência, Maduro já havia sido levado pela Força Delta, com importante ajuda interna. O chefe da equipe de segurança de Maduro foi então apreendido – e devidamente executado.

No dia seguinte ao sequestro, soldados venezuelanos revelaram que a Força Delta pretendia estabelecer uma cabeça de ponte em uma de suas unidades em Caracas como base operacional para uma invasão terrestre ao estilo Baía dos Porcos. Mas, nas palavras de um soldado, “Nós lutamos, abrimos fogo e forçamos o helicóptero a decolar sem tomar a unidade militar”.........

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