menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O assassinato de JK e o mito da imprensa isenta

15 0
28.09.2026

“Não pode ser a favor do Brasil quem é contra Brasília”, estampava o jornal a Folha do Oeste, de Itaúna, no dia 28 de fevereiro de 1959, numa crônica que previa que a nova capital ia causar um crescimento da população no interior do país que ia mudar a pasmaceira em que essas regiões viviam.

Para protagonizar as crônicas da vida em uma pequena cidade do interior de Minas, no antigo caminho de Goiás, seu autor, Péricles Gomide Júnior, criou um personagem que durante treze anos frequentou as páginas do mesmo jornal e deu origem ao livro Crônicas e Narrativas de Pancrácio Fidélis.

Pancrácio, segundo as más e as boas línguas da cidade, era fruto de uma escrita sem nenhuma pretensão, feito a título de ajudar o irmão, dono do quinzenário, e para “encher linguiça”, como modestamente justificava suas histórias. E hoje em que metade dos brasileiros vive distante do mar, os jornais e seus sucedâneos modernos entraram na vida cotidiana de toda essa massa de gente.

E essa é minha deixa pra parar de encher linguiça, usando essa história de Pancrácio, quando minha verdadeira intenção era falar de jornalismo. Quando fui professor de narrativa jornalística, um dos temas que abordava com meus alunos era a imagem que a imprensa brasileira passava de isenção total ao narrar os fatos do dia a dia.

Na história mundial, em seus........

© Brasil 247