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Histórico de Flávio Bolsonaro é marcado por várias acusações de ligações com o crime organizado

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23.09.2026

A relação política de Flávio Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar apontado pelo Ministério Público como integrante da milícia de Rio das Pedras e do grupo de extermínio Escritório do Crime, é conhecida há anos. Quando era deputado estadual, Flávio concedeu homenagens a Adriano e empregou em seu gabinete a mãe e a então esposa do ex-policial. Adriano morreu em 2020 durante uma operação policial na Bahia.

Nos últimos anos, outros nomes próximos ao grupo político de Flávio passaram a aparecer em investigações relacionadas ao crime organizado no Rio de Janeiro. Os casos não se restringem às milícias: investigações da Polícia Federal alcançaram também a contravenção e esquemas relacionados ao Comando Vermelho.

Em 2022, a Polícia Federal apreendeu documentos atribuídos ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Entre eles estavam planilhas que registravam valores associados a políticos e partidos. Aparecem entre os citados aliados da família Bolsonaro como Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar, Hélio Lopes, Alexandre Ramagem e Gutemberg Fonseca. São mais de quatro mil páginas de inquérito, que informa que as planilhas reproduzidas pela PF trazem registros referentes a 61 pessoas.

Os documentos foram encontrados em novembro de 2022 durante uma fase da Operação Smoke Free, investigação sobre o comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro. O material voltou a ser analisado em 2026 no âmbito da Operação Unha e Carne, que passou a investigar a infiltração do crime organizado na política fluminense e esquemas de lavagem de dinheiro. Em uma de suas........

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