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Projeto Haddad para Lula-2026 é incógnita para esquerda que defende alternativa desenvolvimentista ao arcabouço fiscal

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está sob fogo cruzado: o presidente Lula o quer na disputa ao governo de São Paulo ou ao Senado, mas ele manifesta apenas o desejo de continuar com o presidente fora do governo, na tarefa de colaborar na coordenação da sua campanha eleitoral, em 2026, repetindo trabalho que diz gostou de fazer, em 2022, com resultados positivos, como disse em entrevista à Globonews para Miriam Leitão; contribuindo para eventual quarta vitória lulista, prevista em pesquisa de opinião, poderia ocupar a Casa Civil e pavimentar candidatura à sucessão presidencial em 2030, como se especula.

Caso seja coordenador de campanha, na expectativa desse futuro sonhado, qual seria a estratégia dele, agora: seguir as pegadas, de 2023 em diante, ou buscar outro caminho para a economia, rompendo as restrições fiscais do arcabouço neoliberal, para que a economia deslanche, ampliando consumo, produção, arrecadação e investimentos mais robustos, cumprindo projeto nacionalista mais consistente?

Essa é a indagação central dos petistas e seus aliados, na esquerda, nesse momento, pois se mostram convencidos de que o arcabouço neoliberal se tornou incompatível com o anseio do eleitorado, favorável às promessas desenvolvimentistas que fugissem dos marcos fiscais que o mercado financeiro defende.

Fernando Haddad deixa o governo em abril feliz com os resultados que alcançou em três anos à frente da economia; conseguiu reduzir déficit público de 1,59% do PIB, deixado pelo governo Bolsonaro, para 0,48%,........

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