Quem pode chegar ao Planalto com Flávio Bolsonaro?
Na primeira matéria desta série, a RED reconstruiu uma rede de relações que acompanha Flávio Bolsonaro há mais de duas décadas. Fabrício Queiroz, Adriano da Nóbrega, Frederick Wassef e, mais recentemente, Daniel Vorcaro e personagens de Dark Horse aparecem em diferentes momentos dessa trajetória.
Agora é preciso olhar para a frente.
Porque uma candidatura presidencial não é apenas um nome na urna. É também a formação antecipada de um governo: quem coordena, quem formula, quem financia, quem aconselha, quem abre portas, quem controla a comunicação e quem acompanha o candidato quando o poder se aproxima.
A campanha de Flávio permite enxergar parte desse desenho. Há um núcleo formal, composto por políticos e economistas experientes. Há a família Bolsonaro, cuja influência jamais foi apenas doméstica. E há personagens do passado que, em vez de serem afastados, continuam circulando no ambiente político do candidato.
A questão é simples: quem pode chegar ao Planalto com Flávio Bolsonaro?
Rogério Marinho comanda a operação
O senador Rogério Marinho é o coordenador da campanha e ocupa hoje uma das posições mais importantes no projeto presidencial de Flávio. Ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro, ex-secretário especial da Previdência e do Trabalho de Paulo Guedes e atual líder da oposição no Senado, ele fornece ao candidato aquilo que Flávio não construiu sozinho: articulação nacional, trânsito no Congresso e experiência administrativa.
Marinho também está na linha de frente do confronto com o Supremo. Nos últimos dias, passou a explorar politicamente a crise aberta pelo caso Banco Master e voltou a defender o encerramento do inquérito das fake news. A combinação é reveladora: o coordenador da campanha não administra apenas palanques e alianças. Participa diretamente da ofensiva institucional que pode marcar um eventual novo governo Bolsonaro.
Daniella Marques prepara a economia — e recruta o governo
Se Marinho organiza a política, Daniella Marques tornou-se o principal nome da área econômica. Ex-presidente da Caixa e antiga auxiliar de Paulo Guedes, ela coordena a elaboração das propostas, acompanha Flávio em encontros com empresários e banqueiros e já funciona como recrutadora de quadros para um eventual governo.
A tarefa vai além de escrever um programa. Daniella vem recebendo nomes do mercado interessados em participar de uma futura administração. Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, e Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, apareceram entre os cotados para a Fazenda. Adolfo Sachsida, ex-ministro de Jair Bolsonaro, integra formalmente a equipe e prepara propostas de desregulamentação da economia. Adriano Pires e Alexandre Chequer trabalham nos temas de........
