Doumbia, o rei incontestável da pré-época
Doumbia é o novo Froholdt. E Froholdt continua a ser o velho Froholdt. Tal como o dinamarquês começou a deixar bocas abertas de espanto nas bancadas e para lá delas desde os primeiros jogos até ser ontem novamente decisivo na conquista do FC Porto da Supertaça diante do Torreense, também o médio italiano de origem marfinense está a maravilhar os adeptos do Sporting e talvez a deixar alguma inveja nos do Benfica, que também o terá tentado contratar ao Veneza neste verão.
Logo aí se nota uma abordagem diferente dos dois rivais no mercado: o leão rodeia e avança com uma certeza que contrasta com uma águia que quase sempre parece duvidar e pairar no ar em círculos, à espera de uma oportunidade que não chega. E as dúvidas, por cúmulo, também não são resultado de uma maior paciência para tomar melhores decisões. São indefinição pura e simples de quem não sabe muito bem o que quer. Ou então reflexo de um modelo de funcionamento obsoleto ou disfuncional. Em qualquer dos casos, há algo que está profundamente errado na organização do emblema da Luz. Não é propriamente uma novidade, eu sei.
Não é que o Sporting não falhe alvos ou que alguns não se tornem no que se esperava, mas a percentagem de sucesso em Alvalade é bastante positiva, sobretudo quando comparada com a do arquirrival. E, com a perda de unidades tão influentes em causa nesta pré-temporada, os de verde e branco demonstraram rapidamente que há muito tinham estipulado onde queriam ir. E foram. Doumbia, depois de Zalazar.........
