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Ronaldo: o homem que ninguém desliga

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26.09.2026

Cristiano Ronaldo tem 41 anos. Vamos repetir: 41 anos. Num futebol que mastiga jogadores aos 30 e os cospe aos 35, Cristiano continua ali. No balneário. No onze. Na fotografia. No centro de tudo. Sempre no centro de tudo.

Diz ele que, quando já não o quiserem, basta falar. O treinador, o presidente. Qualquer um deles. É só pegar no telefone, marcar uma conversa e explicar que acabou. Depois, Cristiano arruma as botas. Fecha a mala. Vai embora. Sem drama. Pelo menos, é isso que ele diz. Acredita quem quiser. E é sempre mais confortável imaginar um adeus limpo. Um aperto de mão. Um abraço. Um obrigado por tudo, capitão. Só existe um problema. Se esse dia chegar, não partindo de Ronaldo, alguém tem de se chegar à frente.

Jorge Jesus, apesar de lembrar o estatuto de Ronaldo, já disse que o passado não joga. E que, nesse aspeto, Ronaldo está entregue, como qualquer outro, à lei do rendimento. Parece coragem. Mas também pode ser apenas uma frase daquelas que ficam bem. Fácil de proferir. Difícil de fazer.

A verdade é que Ronaldo nunca foi igual aos outros. Os outros são substituídos. Ronaldo transforma uma substituição numa crise. Os outros ficam no banco. Ronaldo transforma o banco num referendo. Com ele ou contra ele. Nunca apenas futebol.

Frente ao País de Gales, a Seleção não encantou, mas ganhou. Ronaldo correu. Ronaldo tentou. Ronaldo rematou. Ronaldo marcou um golo que não valeu porque estava em........

© A Bola