Opinão: Quanto vale a felicidade?
A questão que trago hoje é a felicidade, um conceito que pode ser bastante vago e abstrato, sujeito à perceção e à sensibilidade de cada um.
A felicidade pode ser entendida enquanto emoção, através de momentos e sentimentos como a alegria, o carinho, a satisfação ou o entusiasmo. Podemos também analisá-la como um propósito: amar, criar, viver, contribuir.
Existe ainda a possibilidade de a considerarmos como um estado de aceitação, quando somos capazes de acolher as nossas próprias “disposições interiores”, mesmo as mais negativas, e compreender que, apesar delas, a vida continua a ter significado.
E, finalmente, podemos entendê-la como um estado de vida, em que a felicidade é definida por aquilo que valorizamos por aquilo a que atribuímos valor.
Creio que é precisamente nesta última perspetiva que o Executivo da Câmara Municipal de Cascais se revê: na atribuição de um valor à felicidade. Senão, vejamos a resposta dada à recente polémica em torno dos gastos avultados associados a duas iniciativas realizadas no concelho num espaço de praticamente uma semana.
De forma resumida, o Município de Cascais gastou cerca de 530 mil euros, com IVA, num festival de um dia que contou com a participação........
