O clique acontece primeiro na mente
Há uma história do século passado que quero partilhar com o leitor. Eu era um jovem aspirante a informático, tinha mais tempo livre e montava os meus próprios computadores. Quando surgiu o processador Pentium, não hesitei. Encomendei-o juntamente com todo o restante hardware necessário. Escolhi até a caixa mais bonita que encontrei, o que, no início dos anos 90, era quase uma impossibilidade técnica.
Mas porque me lembrei disto agora?
Porque, olhando para trás, percebo que provavelmente não precisava daquele processador. Havia alternativas mais baratas, suficientes para aquilo que eu pretendia obter. Mas não eram um Pentium. E isso bastou para eu decidir.
Não consigo esconder que venceu a emoção. A parte racional perdeu espaço para o entusiasmo imediato, como se o cérebro tivesse decidido antes de eu ter tempo para pensar.
E é precisamente aqui que começa uma das questões mais importantes da engenharia social.
Muitas das nossas decisões não são totalmente nossas. São influenciadas por mecanismos automáticos a que chamamos gatilhos mentais. Sem querer forçar uma incursão pela neurociência, basta pensar nestes como atalhos que o cérebro utiliza para decidir mais depressa,........
