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Prémio Laranja Amarga para a terceira ronda da indignidade do ministro da propaganda

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15.05.2026

Um Governo ultraminoritário como o de Luís Montenegro tem um défice de legitimidade democrática sem paralelo nas democracias europeias, mas tem uma arrogância sem limites como se tivesse uma maioria absoluta, uma pesporrência infindável na permanente tentativa de endossar à oposição a responsabilidade por criar condições de governabilidade e uma ideia peregrina de que, dispondo do apoio de só 91 deputados em 230, não existem limites a um bizarro direito natural a exercer o poder.

A tolerância e a ignorância da generalidade da comunicação social não escrutinam este estranho pântano institucional e colocam normalmente sobre o PS a responsabilidade por assegurar a sobrevivência do Governo minoritário da AD.

Em todas as democracias da União Europeia os primeiros-ministros tiveram de fazer pela vida para conseguir formar, após longas negociações, as coligações entre partidos, desde dois na Alemanha até sete na Bélgica, necessárias para garantir um apoio parlamentar maioritário. Se não existe uma coligação suficiente para atingir a maioria, funcionam acordos parlamentares para garantir a estabilidade governativa como sucede em Espanha ou na Suécia.

Esta semana caíram dois governos, na Roménia e na Letónia, porque a saída de um dos partidos das coligações retirou-lhes a maioria parlamentar com a inevitável demissão dos primeiros-ministros.

Em Portugal um governo com legitimidade limitada, apressadamente nomeado por Marcelo Rebelo de Sousa, esgotada a folga orçamental que permitia distribuir brindes sobrevive na lógica de “um dia de cada vez”. Vai aprovando com a extrema-direita todas as medidas relevantes e........

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