O futebol não pode mais silenciar diante da violência contra as mulheres
O futebol não pode mais silenciar diante da violência contra as mulheres
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta semana que em dias de jogos do Brasileirão, Libertadores e da Sul-Americana, os casos de violência contra mulheres entre 15 e 29 anos aumentam em 44%. O estudo considerou São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. Precisamos falar sobre isso. E quem transmite as partidas, os jogadores e os próprios clubes são parte fundamental dessa conversa.
Vira e mexe e eu trago aqui o poder que o futebol tem como uma das maiores plataformas para as conversas relevantes da sociedade brasileira. Passa pelo estádio, pelo campo e o jogo quase tudo o que sentimos, pensamos e fazemos longe das quatro linhas. Se você puxar na memória verá o quanto é comum, por exemplo, que a popularidade desta ou daquela liderança política seja medida pelas vaias ou aplausos que recebe quando aparece no telão de algum jogo importante. Na rodada que antecede o Natal já é tradição na torcida do Betis, da Espanha: chovem ursos de pelúcia no gramado, que depois se tornam presentes na casa de centenas de crianças. Se um clube puxa uma campanha de doação de sangue, o estoque aumenta........
