De Fonseca a Zverev, um resumaço de Roland Garros em 26 parágrafos
De Fonseca a Zverev, um resumaço de Roland Garros em 26 parágrafos
Roland Garros chegou ao fim com dois campeões inéditos, um punhado de zebras, derrotas espantosas dos números 1 do mundo, campanhas excelentes de tenistas brasileiros e meia dúzia polêmicas. Que tal revisitar isto tudo e colocar as coisas em seus devidos lugares?
1. É preciso começar pelos campeões, e Alexander Zverev finalmente conquistou seu lugar no rol dos vencedores de slam. Aproveitou-se da ausência de Alcaraz e das derrotas de Sinner e Djokovic e confirmou o favoritismo que herdou. A final foi tensa e, por pouco, não escapou, mas o título faz jus à carreira do alemão e à sua história em Roland Garros. Sascha, lembremos, já possuía no currículo uma medalha de ouro olímpica em simples, dois títulos de ATF Finals e sete Masters 1000. Também esteve a 125 pontos de se tornar número 1 do mundo em 2022 e provavelmente teria assumido a liderança do ranking não fosse pela grave lesão sofrida na mesma quadra Philippe Chatrier. Quatro anos depois, festejou seu título do mesmo lado, a poucos metros de onde torceu o tornozelo, rompendo ligamentos e fraturando ossos durante uma semifinal contra Rafael Nadal.
2. Mirra Andreeva também se beneficiou das quedas de Sabalenka, Rybakina, Coco e Iga, o quarteto sempre mais cotado a qualquer título. A russa de 19 anos, contudo, portou-se muito bem em uma semifinal nada simples contra Marta Kostyuk e mostrou-se muito superior a Chwalinska na final. É um título que pode tirar um peso dos ombros de Andreeva, e se ela levar essa leveza adiante, pressionando-se menos, pode fazer coisas ainda maiores. Tênis não lhe falta.
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3. Jannik Sinner ficou pelo caminho devido a problemas físicos em um dia bastante quente em Paris. Esteve a um game de saque de avançar, mas sucumbiu de forma preocupante. Sim, fazia calor, mas o próprio italiano disse que não era coisa de outro mundo. Falou apenas que se sentia fraco, sem energia. O fator mais preocupante aqui é que a partida tinha menos de 2h de duração quando o corpo do número 1 do mundo sentiu o baque.
4. Juan Manuel Cerúndolo, o algoz de Sinner, talvez fosse o "pior" adversário para o italiano em um dia assim. Inteligentíssimo, o argentino ampliou o pesadelo do número 1. Jogou bolas para o alto, fez o oponente se mexer e não deu um ponto de graça. Foi educadíssimo na saída e evitou uma comemoração efusiva em respeito a Sinner. Palmas para Juanma.
5. Aryna Sabalenka derreteu-se emocionalmente em uma partida que liderava por 6/3 e 4/1, com duas quebras de vantagem na segunda parcial. Desandou a errar, perdeu a paciência consigo mesma, perdeu o roteiro da partida e perdeu dez games seguidos. Saiu da quadra falando que entrou num buraco profundo e que está cansada de perder jogos por ser........
