Delação do Master pode derrubar o sistema
Escrevi neste espaço, há mais de um mês, que a delação do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria potencial destrutivo tão grande quanto a do tenente-coronel Mauro Cid, assessor para assuntos aleatórios de Jair Bolsonaro, fundamental na condenação dele, de generais estrelados e demais comparsas pela tentativa de golpe. Faço agora uma correção: o potencial é muito maior. Mas avisei que não seria tarefa fácil porque o sistema, que é bruto, não deixaria isso acontecer facilmente.
Neste momento, é admirável o esforço de membros de instituições da República que deveriam zelar pela coisa pública agindo para facilitar a vida de Vorcaro, o que pode livrá-lo de ser responsabilizado por crimes e, portanto, de uma delação premiada que levaria o Brasil a discutir como o dinheiro dita o poder.
O ministro Dias Toffoli baixando um inexplicável sigilo no inquérito e agindo mais como investigador não como magistrado ao tentar forçar acareação fora de hora é um exemplo, mas não o único. Teme-se que o Tribunal de Contas da União pode também dar seus salamaleques, questionando a liquidação do Master pelo Banco Central.
Ricardo Kotscho
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