Chavismo segue no poder, e o preço do pacto é o petróleo para os EUA
O ditador Nicolás Maduro foi sequestrado em uma invasão do território venezuelano pelos Estados Unidos, mas o regime chavista não caiu. A vice transformada em presidente interina, Delcy Rodríguez, mandou uma mensagem clara aos EUA, de que quer trabalhar em conjunto, o que inclui a exploração de petróleo, enquanto garante apoio interno criticando o ataque dos EUA.
Se as empresas norte-americanas tiverem acesso ilimitado aos hidrocarbonetos e Washington trouxer Caracas para a sua esfera de influência, decidindo quem pode comprar ou não o petróleo venezuelano, ordenando o aumento e a produção de barris (o que afeta o preço internacional) de acordo com suas necessidades e reduzindo a presença da China e da Rússia, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio podem se dar por satisfeitos, pelo menos neste momento.
O chavismo terá que fazer uma correção de rumo para sobreviver, abandonando a polarização com os EUA. Mas a sua estrutura, seus protagonistas, a presença dos militares........
