Volta dos carros venezuelanos? Marcas debatem retomada após invasão dos EUA
A indústria automotiva venezuelana, que já foi um dos pilares do setor manufatureiro do país, sofreu um colapso quase total nas últimas duas décadas e hoje é essencialmente simbólica.
Ainda assim, fontes do setor indicam que as movimentações dos Estados Unidos na Venezuela, após a captura do agora presidente deposto Nicolás Maduro, podem abrir espaço para um eventual retorno de montadoras norte-americanas, incentivadas por Washington a fortalecer a economia local, algo que passa pelo renascimento de um mercado automotivo quase extinto.
A Venezuela já teve um setor automotivo robusto - modelos como o Chevrolet Monza venezuelano fizeram história no país sul-americano e se tornaram item de coleção no Brasil. A produção de veículos no país se iniciou no século 20, com grandes montadoras estrangeiras instalando fábricas e linhas de montagem. Ford, General Motors, Chrysler e Toyota estavam entre as marcas que operavam fábricas locais, muitas vezes por meio do modelo CKD, com a importação de kits desmontados para montagem no país.
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No auge, entre as décadas de 1960 e 1970, o país contou com diversas plantas de montagem e uma cadeia de fornecedores que incluía fabricantes de peças e montagem de componentes básicos, gerando empregos e conectando a economia local às cadeias globais da indústria automotiva.
Na virada do século, em 2007, a indústria venezuelana chegou a produzir cerca de 172 mil veículos por ano. Desse total, cerca de 79 mil unidades saíam das linhas da General Motors, então a principal montadora do país, que operava uma fábrica em Valência com........
