Geopolítica do esporte explica Brasil, um país tropical, triunfar na neve
Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos
Geopolítica do esporte explica Brasil, um país tropical, triunfar na neve
Conveio ao esquiador Lucas Pinheiro Braathen, norueguês de nascimento e crescido no frio, trocar de pátria esportiva
Ouro histórico em Jogos na Itália tem hino e bandeira brasileiros, mas nenhuma formação ou cultura nacionais
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Lucas Pinheiro Braathen, 25, entrou para a história neste sábado (14) ao ganhar a primeira medalha para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, os de Milão-Cortina (Itália). E foi a medalha mais valiosa e cobiçada, a de ouro, no slalom gigante.
Algo incrível, dificílimo de acreditar. Como é possível um brasileiro –o Brasil é um país tropical, com média de temperatura anual na casa dos 25°C–, ser campeão esquiando na neve nos alpes italianos, na montanha Vallecetta, com os termômetros abaixo de zero?
A explicação está na geopolítica do esporte. Não é incomum esportistas com dupla nacionalidade competirem pela nação em que não nasceram. Isso em várias modalidades.
Lembra-se do cavaleiro Rodrigo Pessoa? Ouro pelo Brasil nas Olimpíadas de Verão (Atenas-2004) com a famosa montaria Baloubet du Rouet, ele não nasceu no Brasil. É cidadão brasileiro devido à genealogia, porém é nascido na França e crescido na Bélgica.
Pessoa sempre falou um português de gringo, pois não é a língua de sua alfabetização, e o mesmo ocorre com o agora........
