Indignados com o Trump-Kennedy Center aplaudem o vandalismo progressista
Escritor, doutor em ciência política pela Universidade Católica Portuguesa
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O mundo é dos selvagens. O Kennedy Center, sala principal de espetáculos de Washington D.C., foi rebatizado como Trump- Kennedy Center. O conselho diretor decidiu por unanimidade —e Trump, que nomeou o conselho, deve ter festejado. Finalmente! Ele e Kennedy no mesmo patamar! Ou quase. O nome do Donald vem primeiro.
Eis uma forma moderna de "damnatio memoriae" —condenação da memória—, prática comum entre os imperadores romanos mais inseguros.
Para apagar da memória pública um antecessor incômodo, o tirano do momento ordenava que seu nome, sua imagem ou seus feitos fossem cancelados de estátuas, edifícios, até moedas. Depois de Caracalla assassinar o irmão Geta, nem o dinheiro escapou à sua fúria demencial. Era preciso que o irmão nunca tivesse existido.
Como resumiria o escritor George Orwell séculos depois: quem controla o passado controla o futuro —e quem controla o presente controla o passado.
O Donald não apaga, é verdade. Acrescenta —ou seja, conspurca o passado para se........
