Dias depois da derrota na eleição, Jair Bolsonaro se dirigiu a seus apoiadores, defendeu o direito de manifestações golpistas e se queixou de excessos atribuídos a outras autoridades. Dias depois da derrota na eleição, os comandantes militares se dirigiram a seus apoiadores, defenderam o direito de manifestações golpistas e se queixaram de excessos atribuídos a outras autoridades.

Nunca foi necessário distinguir a ação política de Bolsonaro daquela praticada pela cúpula das Forças Armadas nos últimos anos. Seja por respeito ao princípio da hierarquia, por convergência doutrinária ou simplesmente pela identificação de interesses comuns, todos falaram a mesma língua nesse tempo.

Ainda que esses militares tenham caprichado no latim ou eventualmente feito cálculos que recomendassem alguma discrição, nenhum deles achou prudente se manter dentro dos quartéis. A nota assinada pelos chefes fardados na sexta (11) é apenas mais um manifesto político das Forças neste ciclo bolsonarista.

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Os comandantes resolveram divulgar um texto sobre as "manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do país". Em vez de mandar para casa os brasileiros que se recusam a aceitar o resultado da eleição, as Forças Armadas preferiram reconhecer a insatisfação dos golpistas e sugerir que eles procurem o Congresso para "corrigir possíveis arbitrariedades".

Integrantes do comando militar espalharam que a ideia era mandar um recado ao Judiciário sobre decisões recentes do STF e lançar um alerta sobre as tensões pós-eleitorais. Outro objetivo parece ter sido dar alguma satisfação ao público golpista que espera uma ação para impedir a posse do presidente eleito.

Esses grupos não foram às portas dos quartéis por acaso. A própria conduta dos comandantes fez com que bolsonaristas enxergassem uma instituição disposta a fazer política com as armas que tem. A decisão de responder com uma nota pública, além de ser uma anomalia, é a reafirmação desse comportamento.

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Ação política dos militares levou golpistas para portas dos quartéis

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12.11.2022

Dias depois da derrota na eleição, Jair Bolsonaro se dirigiu a seus apoiadores, defendeu o direito de manifestações golpistas e se queixou de excessos atribuídos a outras autoridades. Dias depois da derrota na eleição, os comandantes militares se dirigiram a seus apoiadores, defenderam o direito de manifestações golpistas e se queixaram de excessos atribuídos a outras autoridades.

Nunca foi necessário distinguir a ação política de Bolsonaro daquela praticada pela cúpula das Forças Armadas nos últimos anos. Seja por respeito ao princípio da hierarquia, por convergência doutrinária ou simplesmente pela identificação de interesses comuns, todos falaram a mesma língua nesse tempo.

Ainda que esses militares tenham caprichado no latim ou eventualmente feito cálculos que recomendassem alguma discrição, nenhum deles achou........

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