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A justiça na bocarra da Inteligência Artificial

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05.10.2026

Ah, a Inteligência Artificial, dizem, é uma invenção formidável. Concordo. Óbvio. Como muitas outras foram, a roda, o papel, a arma de fogo, a máquina a vapor, a dinamite, a arma nuclear, et cetera. O tema não é esse, é outro, que também é óbvio: saber o que fazer com ela. O que obriga a que a reflexão não seja sobre a invenção, nem sequer sobre os autores, mas sobre todos e cada um de nós, na ótica do utilizador (mais a mais sabendo de ciência certa e antiga que o humano é dado a pecados mortais, por exemplo a preguiça), e sobre o Estado e as instituições, na ótica da regulação (e, se for o caso, na ótica da paulada, que também foi uma invenção formidável, sobretudo como metáfora da ordenação do mundo ou do caos do mundo). O possível grande armagedão futuro é uma preocupação, claro, concordo, óbvio. Mas, ao mesmo tempo que pensamos nisso e nas possíveis medidas preventivas ou repressivas, convém não descurar o dia a dia, o ‘pequeno’ armagedão ao virar da esquina, até porque uma soma de pequenas bombas........

© SOL