Quando deixámos de saber onde estamos?
No regresso das últimas férias em família, o nosso voo saiu com um atraso de quatro horas, o que nos impossibilitou de apanhar o voo de ligação, transformando a viagem numa odisseia de 40 horas entre voos e aeroportos. Quando comentei o facto de os nossos filhos estarem entusiasmadíssimos com os imprevistos, as esperas e demoras para regressar a casa, a minha amiga Cristina respondeu: «Nada como ser pequenino! Que saudades do tempo ser eterno e de tudo ter uma dimensão grande e diferente».
Quando chegámos e comentei o mesmo com outra amiga, ela disse-me que o marido não aguentaria nem as quatro horas de espera.
O tempo e a perceção do mundo por parte das crianças são muito diferentes dos nossos. Elas têm um dom que se foi dissipando em nós com o avolumar de responsabilidades e preocupações: vivem o momento. Também têm passado e futuro, mas o que está para vir........
