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A UE vai enviar a Frontex para Ceuta contra a vontade de Pedro Sánchez?

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05.08.2026

O governo espanhol tem historicamente recusado a intervenção da Frontex (agência europeia de fronteiras) na sua fronteira com Marrocos. Em 2021, aquando de uma crise semelhante, com a entrada ilegal de cerca de 10 000 migrantes em Ceuta, o governo espanhol rejeitou a mobilização das equipas da Frontex de intervenção rápida na fronteira. E em 2024, com o aumento de entradas ilegais nas ilhas Canárias, o ministro do interior espanhol voltou a rejeitar o apoio da Frontex.

A recusa sucessiva por parte do governo de Pedro Sánchez em receber as equipas da Frontex chegou a ser assinalada por eurodeputados numa pergunta escrita à Comissão Europeia, na qual inquiriram sobre a “repetida recusa do governo espanhol em permitir à Frontex desempenhar um papel ativo nas fronteiras de Ceuta e Melilha”.

A mobilização das equipas da Frontex é uma decisão politicamente sensível. Os governos tipicamente querem manter os seus poderes soberanos - e não há nada mais simbólico para a soberania de um Estado do que a defesa das suas próprias fronteiras - e depender exclusivamente das suas forças nacionais.

No entanto, estamos perante um espaço de soberania partilhada. A fronteira espanhola com Marrocos é (também) uma fronteira externa da União Europeia. Ceuta integra - apesar de ter um regime específico para controlos fronteiriços - o espaço Schengen. As imagens da entrada massiva de imigrantes criaram um sentimento de alarme social a nível........

© Sapo