Não, senhor ministro
A recente polémica com o ministro da Educação relativamente aos exames nacionais, vem expor uma série de ineficiências, não só do sistema de ensino como da qualidade dos serviços gerais prestados pelo Estado. A imagem paradigmática e onírica do armazém com os envelopes contendo os exames espalhados por todo o lado, é a demonstração da ineficácia e de certa terceiro-mundanização das estruturas e serviços públicos. Num programa televisivo, referindo-se ao local, Rodrigo Moita de Deus fez a analogia com Sófia, Bulgária, na década de oitenta, algures perdida no meio da sovietização, analogicamente proletária e caótica. Submeter os exames a tamanho erro sistémico, oferece uma perfeita noção do estado de coisas com que estamos envolvidos.
Não pode haver sinal mais cristalino da necessidade imperiosa de alteração de procedimentos, neste e noutros campos da Administração Pública. Contudo, como se tem observado nas últimas décadas, quando a palavra de toque é reforma, são muitos os responsáveis da função pública que se incomodam. Pelos comentários visando a temática e o ministro, não são poucos os políticos que........
