O marco do correio
Acompanhei a maioria dos debates eleitorais, promovidos pelas Televisões de sinal aberto. Eu, como grande parte dos portugueses, não aprendi muito. Entre os profetas de novas práticas políticas e os que assumem a herança da experiência de muitos anos, acumularam-se declarações de fé, anúncios de boas intenções, insinuações, golpes de rins e acusações. Houve um pouco de tudo, como no supermercado. Na prateleira da transparência e honestidade, uma das mais procuradas, o stock foi-se esgotando, à medida que cada debate se realizava.
A poucos dias da campanha eleitoral, fica, para mim, no ar a pergunta essencial: quem, de todos os candidatos, é mais capaz para ajudar os portugueses a perceberem e enquadrarem aquilo com que o mundo se prepara para nos embrulhar ?
Confesso que, esta semana, houve uma notícia que me fez encarar esta questão como particularmente relevante, embora o facto que lhe esteve na origem tenha sido apresentado, no essencial, apenas como mera curiosidade.
Foi um simples marco de correio que me trouxe até esta reflexão. A Dinamarca resolveu acabar com as caixas parecidas com........
